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Em uma recente entrevista para a Rolling Stone o Imagine Dragons contou um pouco do que acham da Halsey e como foi passar um tempo com ela na turnê. Confira abaixo o que foi dito sobre ela.

Uma das grandes testemunhas do tipo de relação que a banda de vocês tem com os fãs é visto na Halsey, que recentemente dividiu o quanto a música de vocês significou pra ela enquanto ela esteve hospitalizada para cuidados psiquiátricos enquanto estava no ensino médio. Desde que ela se juntou a vocês nesta turnê, como foi experienciar esse efeito em tempo real que a música de vocês tem em uma pessoa que está começando a explodir agora?

A Halsey é uma garota tão legal – uma mulher muito, muito forte e uma artista verdadeira. Eu tenho muito respeito por ela. Ela é muito humilde. Ela entrou em turnê com a gente e sempre demonstrou gratidão e não tinha ego nenhum, o que ela poderia ter já que ela explodiu tão rápido, ainda mais rápido que nós. Ela era simplesmente tão pé no chão, e eu realmente adorei aquela turnê e adorei passar tempo com ela. Ela ficou melhor amiga da minha filha de três anos, ela trazia presentinhos pra ela, ela foi muito doce.

Claro que ela ser nossa fã significa muito. O momento que sua música significa alguma coisa para outro artista que você realmente respeita e pensa ser um ser humano incrível significa demais. Eu absolutamente amo a Halsey, e ela significa demais.

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Esqueça o que você leu sobre este ser o ano do #squad: 2015 marcou a ascensão de algumas das mais individualistas novas mulheres da música, em uma memória recente. Desde super estrelas do pop, como Halsey e Hailee Steinfeld à novatas do R&B como Tinashe e Kehlani, foi um ano fantástico para mulheres na indústria da música. Nós preparamos uma lista com as nossas artistas femininas favoritas deste ano. Confira:

1. Halsey

Som: Vocais agressivos, suplicantes e emotivos que poderiam facilmente passam a frente de uma banda alternativa como uma artista principal em um show no MSG.
Single de Maior Sucesso: Com a ajuda da promoção da Apple Music, a cantora criada em Nova Jersey que foi descoberta no Youtube, explodiu com o seu single “New Americana.” Com uma postura de ‘essa é a minha geração’ e referências a Biggie, Tupac e Nirvana, a faixa instantaneamente se tornou vívida e familiar.
Porque Nós A Amamos: Halsey talvez tenha apenas 21 anos, mas a garota nascida Ashley Frangipane é um definitivo dos anos 90: “Minha mãe tem 40 anos e ela me criou ouvindo Nirvana, Courtney Love, Coldplay, Gin Blossoms, The Cranberries, e coisas do gênero,” a homenageada no 2015 ELLE Women in Music disse à ELLE. “As minhas memórias mais antigas são de uma criança correndo em saias florais e Doc Martens, quando eu tinha uns três anos.”

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Quando Halsey, a nova sensação do pop, e eu nos encontramos no Serafina no Dream Hotel em Midtown Manhattan, ela estava lidando com rumores de que ela tinha sido hospitalizada. “Eu acordei esta manhã e o meu A&R e algumas outras pessoas me mandaram mensagens do tipo, ‘Você está com pneumonia?’ e eu respondi, ‘Eu acho que não,” ela disse. “Você sabe algo que eu não sei? Se eu estou com pneumonia, eu estou me sentindo muito bem.”

É o começo do outono, e o seu álbum Badlands acabou de estrear no #2 da Billboard 200. Ela está em Nova York para uma aparição noturna antes de ir para o festival do Jay Z, Made in America, na Filadélfia. Meses depois, algo tão trivial como um rumor Internet mal-reportado parece ser algo que a cantora, nascida Ashley Frangipane e cujo apelido vem da parada do trem L, nem sequer têm de se registar. Já que nos falamos no final do verão, ela já tinha anunciado uma extensa turnê, incluindo um período na The Madness Tour do The Weeknd e já tinha esgotado o seu show no Madison Square Garden que será em 2016. Em adição a tudo isso, ela também está no novo álbum do Justin Bieber, Purpose, e na nova edição da revista Playboy. Antes dessa impressionante subida, Halsey falou com a PAPER sobre redes sociais, se apaixonar por um viciado, o real significado por trás da sua letra “raised on Biggie and Nirvana” e muito mais.

Você tem ideia de onde veio o rumor da pneumonia?
O meu nível de interação social é fora do controle. Alguém em Berlim pode postar algo e aquela pessoa pode ter 100 seguidores, mas os meus fãs vão encontrar isso e comentar sobre. Eu acho que o rumor era só alguém procurando interação e cliques. É algo que eu descobri, ao longo dos meses quando o projeto estava tomando forma, todo mundo me vê como uma geradora de cliques.

Por que razão, você acha?
Há muitas partes de mim que são assuntos que podem gerar buzz. Há manchetes que são coisas do tipo “Halsey: Ela é Biracial,” “Halsey: Ela é Bissexual,” “Halsey e a Sua Luta Contra Doenças Mentais,” esses são todos tópicos de assuntos agora. Eu acho que as pessoas me vêem como uma forma de conseguir engajamento.

Você acha que essa cobertura está focando mais na sua personalidade do que na sua música?
Com toda a certeza. Eu tenho muita sorte que o álbum está falando por si só. Mas a conversa é polarizada de uma forma: São manchetes tópicas e geradoras de cliques e então diversos artigos sobre Halsey ser “A Próxima Grande Coisa, Isso e Aquilo.” Nenhum deles diz porque eles pensam aquilo, então eles estão meio que me sabotando, de alguma forma. Tudo o que esses artigos dizem é, “Halsey é muito popular” mas eles não dizem, “por causa das suas letras” ou “por causa disso, vamos falar sobre essa música, vamos falar sobre aquilo.” Se tornou algo muito frustrante para mim. Todas essas pessoas estão dizendo que a Halsey vai ser enorme. Bom, e se um dia eu realmente for? Sobre o que eles vão escrever sobre mim?

Eu acho que uma das coisas que é infeliz sobre a música pop é que há uma expectativa mais vaga para a música e isso meio que impede as pessoas há terem um olhar mais crítico sobre o assunto.
Por acaso você leu a minha review da Pitchfork? No que diz respeito [o quão ruim] as reviews podem ir, foi bem legal. Todo o artigo era tipo, “Nós realmente não a entendemos e blá blá blá, mas as suas letras são a melhor parte do projeto.” O que eu acho que o jornalista não entendeu é que eu não sou uma cantora. Eu canto porque eu tenho que cantar. Tudo isso é sobre ter um veículo para o que eu tenho para dizer. Para ele dizer aquilo, foi quase um elogio. “Legal, então se você cortar todo o excesso e todas as baboseiras, ela realmente tem uma boa história para contar aqui.” Mas como eu disse, eu estou sendo sabotada por todo mundo dizendo que eu sou a próxima grande coisa e a Pitchfork vai e diz, “Bom, não ela não está porque nós não queremos ser ela.” E eu tenho certeza que é um droga para eles me verem sendo uma garota que apesar de ser uma artista pop, entende o que é cool. Eu faço coisas que as crianças cool gostam. Eu comecei com uma artista alternativa e é engraçado como essa conversa mudou de uma forma: Minha música não mudou. Minha popularidade mudou. Então de repente, eu sou uma pop star.

Eu acho que isso é o que acontece com pessoas como Charli XCX, Sky Ferreira e The Weeknd, a ideia da mudança do pop. Quando você olha para as letras, particularmente sobre amor, em geral, na música pop o assunto sempre é abordado de maneira…
Banal? Desculpe… [Risos]

Bom, eu ia dizer que eles abordam a ideia de amor e sexo como algo mágico que acontece, ou como algo que resulta em algum tipo de tragédia. Você sintetiza isso muito bem por ser relacionável, mas também extremamente específica. Mas se você fosse uma “artista alternativa,” então você não teria essa pressão de ter que segurar meio que um espelho generalizado para os seus ouvintes porque seria esperado que você dissesse coisas profundas.
Eu escrevo todas as minhas músicas. A maioria dos compositores dizem, “Como eu posso escrever uma música que muitas pessoas poderão se relacionar?” Eu não estou nem aí para quantas pessoas vão se relacionar. E a maioria do meu demográfico não pode. Eu canto sobre drogas, eu canto sobre sexo, eu canto sobre perda, eu canto sobre morte, eu canto sobre doenças mentais. E muitos desses adolescentes estão tipo, “Sim, não, nunca estive lá.” Mas o meu objetivo não é escrever o que será mais relacionável. Meu objetivo é escrever sobre o que será o mais crível.

Você acha que os jovens fãs de música estão cansados disso ou estão em busca de uma conexão mais palpável do que a que eles podem conseguir de alguém como Taylor Swift?
Com certeza. É por isso que o meu tipo de engajamento com os meus fãs é da maneira que é porque eu tenho 21 anos. Então, você sabe, quatro anos trás, eu era uma fã. Eu ainda sou uma fã, mas eu era uma fã de música engajada, da mesma forma que muitos dos meus fãs são. Mas para mim, era o Fall Out Boy, Panic! At The Disco. A nova onde de artistas alternativos que a maioria das pessoas estão apoiando no Twitter são – Lana [Del Rey], Charli, The 1975, The Neighborhood – que costumavam estar no meu MySpace e que costumavam tocar na Warped Tour. “Oh, você gosta de Taking Back Sunday? Eu gosto de Brand New. Vai se f*der.” Eu lembro quando eu tinha 15 anos e me olhava no espelho praticando a maquiagem do Ryan Ross da Panic! At The Disco, tipo, “Eu vivo por essas pessoas. Eu morreria por essas pessoas.” Eu realmente não sabia o que aquilo significava porque eu tinha uns 15 anos, mas eu sentia. Isso intrigou algo em mim. E já que eu sou uma fã de música, eu sei o que eu gostaria se eu fosse uma fã minha. Para mim, não é falar coisas do tipo, “Obrigada por ser um ótimo fã! Tchau!” Eu tenho um NÓS mentalmente. Não é, “Obrigada pessoal por fazerem isso por mim.” É, “Eu estou tão feliz que nós fizemos isso juntos.”

Como você mantém essa conexão offline?
Toda vez que alguém chega pra mim em um Meet&Greet e está tipo, “Eu estou nervoso, eu estou chorando, eu estou tremendo, eu estou nervoso por te conhecer.” Eu digo para eles, “Eu estou nervosa pra caralh* por te conhecer, também. Eu tenho 30 segundos para provar para você que eu sou tão legal quanto você pensa. E se eu não o fizer, você vai sair daqui decepcionado. Então, você está nervoso? Eu estou nervosa e eu vou ficar nervosa mais umas centenas de vezes conforme cada pessoa vier me conhecer.” Então há essa ideia que, tipo, alguns fãs tem essa ideia de que eles são menos do que o artista que eles gostam. É basicamente o contrário. Muitas pessoas pensam que ser um artista é uma escolha de carreira arrogante e egocêntrica e que você pensa que todo o universo gira ao seu redor. Para mim, é o contrário. Eu tenho total consciência de que o universo não gira ao meu redor. Sem essas pessoas, eu não tenho um universo.

Antes disso ser a sua vida, você era uma adolescente que deixou os subúrbios de Nova Jersey para ir para o Brooklyn. Você faz muita referência disso na sua música, especialmente em “Hurricane”. Você saiu de Jersey depois do colegial?
Eu tinha 17 anos quanto eu me formei e eu estava tipo, apaixonada por esse cara e ele era bem mais velho do que eu. Eu estava vendo ele há meses e então descobri que ele estava usando heroína. O meu cérebro explodiu em pequenos pedaços. Eu nunca vou esquecer o dia que eu descobri. Eu tinha experimentado coisas antes, mas eram todas relativamente inofensivas. Eu lembro ficar tipo, “Meu deus, isso é real. Não é só algo que as pessoas em becos e filmes de terror fazem. Esse é um cara do subúrbio.” Ele se mudou para o Brooklyn, e eu fui com ele.

O quão mais velho ele era?
Ele tinha uns 23 ou 24 anos. Ele não tinha tipo 30 anos, mas era velho, por eu ser menor. O que nós estávamos fazendo era ilegal, e eu não tinha capacidade de entender isso naquela época. Eu estava muito apaixonada por ele. Ele ainda é um grande amigo meu. Eu ainda visito ele no Eldert Lofts. Sabe quando você está doente e come em um restaurante e você não quer nunca mais comer lá de novo? Eu meio que sinto isso em relação ao Brooklyn, porque eu o associo com uma época diferente da minha vida. Definitivamente há uma nostalgia para mim. Mas é, eu segui esse cara até lá. Eu ficava indo e voltando da cidade. Nos primeiros meses, eu pegava o trem para ir e voltar, até que eu fiquei.

Você se sentiu imediatamente atraída pelo Brooklyn?
Eu ficava por aí. Eu morei no Brooklyn com ele, eu morei no East Village, eu morei no Broome, eu morei no Delancey e Allen. Eu morei em muitos lugares. Nova York pode ser duas coisas diferentes. Pode ser muito acordada e pode ser um sonho. Você pode se sentir mais acordada e mais atenta e mais observadora e mais viva do que você já se sentiu, quando você está em Nova York, por tão estimulante que a cidade é. Ou você pode escorregar por aquele estado de sonho no qual os dias passam e você fica se perguntando que dia da semana é e você está festejando o tempo todo. Eu tinha uns 17 anos e estava fazendo isso.

Eu tenho quase 30 anos e depois de ouvir o álbum algumas vezes, eu percebi que era como olhar por um portal da minha vida há dez anos atrás.
Eu espero que você não estava namorando um viciado em heroína.

Não, felizmente, ele era só um alcoólatra.
Uma coisa que eu digo para as pessoas o tempo todo, e você definitivamente deve entender, é que parece que você está em uma relação a três. Eu lembro dele quase que sexualizando a heroína. Ele dizia “Ela”. “Eu preciso dela. Já faz alguns dias que eu não a uso.” O que também pode ser uma gíria, mas eu sempre lembro de ficar incomodada com isso. Tipo, “Você é um esquisito. Ela?” Ele tinha todos esses apelidos: The Amber Lady e todas essas coisas. E eu dizia, “Você está sexualizando uma droga.”

A sua música “Colors” tem uma parte da letra sobre esperar que uma pessoa faça 28 anos, uma referencia ao clube dos 27. Como isso impactou a sua composição?
A referência é quase sarcástica. Eu estou falando sobre alguém que tem um complexo de deus do Rock sobre ele mesmo, que chega a ser algo que ele gostaria, seguir essa linha que romantiza a imortalidade. É quase como se eu estivesse provocando, dizendo que eu espero que ele chegue aos 28 anos. Então, a letra é sobre o clube dos 27, mas há uma provocação.

Falando sobre o clube dos 27, eu quero falar com você sobre o refrão de “New Americana”. Você recebeu críticas pelas referências à cultura pop, mas você claramente não é o tipo que romantiza algo que você não sabe.
Há muitas pessoas por aí que ficam tipo, “Essa letra é uma merd*. É tão boba. Eu aposto que ela não foi criada ouvindo Biggie e Nirvana.” Isso é uma sátira. Eu sentei pra escrever essa música pensando, “Eu estou escrevendo uma música que é um comentário social sobre a cultura pop. Eu vou deixar isso relacionado à cultura pop o máximo que eu puder.” E eu acho que eu consegui isso porque as pessoas estão me mandando no Twitter coisas falando que a música é muito sobre a cultura pop. Que também é uma maneira de dizer que o meu pai é negro e que a minha mãe é branca. A minha geração foi criada vendo MTV, o que significa que a minha geração foi criada na cultura negra e branca, na música pop. Isso nos definiu. As pessoas tem medo do que elas não entendem e é esse medo que inicia guerras, genocídios, injustiças sociais, e falta de entendimento. Diversidade é a razão pela qual estamos tão em sintonia: Saber a diferença entre alguém que é transsexual, alguém que é travesti, alguém que é não binário, gênero fluído, alguém que é assexuado. Saber quando é apropriação cultural, apreciação cultural ou compartilhamento cultural. Nós fomos criados em uma grande diversidade cultural.

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Tradução e Adaptação: Halsey Brasil
Matéria: Los Angeles Times

Uma das novas artistas mais comentadas desse ano, Halsey percorreu um longo caminho desde quando ela saiu de casa há 4 anos, aos 17 anos.

A cantora, conhecida pelas suas letras honestas e provocantes, recentemente passou a marca de um milhão de seguidores no Twitter e Instagram. Ela conquistou Zane Lowe, o influente DJ da rádio Beats 1 da Apple com a sua música “New Americana”. E em Setembro, o seu álbum de estreia, “Badlands”, entrou na Billboard 200 no 2˚ lugar com vendas impressionantes de cerca de 100 mil cópias.

Em pelo menos um aspecto, Halsey – nascida Ashley Nicolette Frangipane – ainda se vê como a adolescente que saiu da casa dos pais para morar com um namorado que tinha problemas com drogas, que ela achou que podia ajudar.

“Eu sou o tipo de pessoa que gosta de consertar os outros, infelizmente,” ela disse. “Eu sou tipo, ‘Oh, eu posso te consertar.’ Mas não é mais só os caras que eu namoro. É a inteira legião de garotas que me dizem que elas precisam de mim para manter qualquer tipo de sanidade ou paz.”

Ela ri ironicamente.

“Eu sou uma fixadora em esteróides.”

Ela está flexionando os seus músculos para provar. Tendo construído uma base de devotos fãs, Halsey, 21, está fazendo um esforço claro para o mainstream com um dueto de alto nível no novo álbum de Justin Bieber e como a artista de abertura da turnê do The Weeknd.

No entanto, em sinal de como o pop as vezes se move de baixo para o topo, ela está tentando chegar lá preservando sua personalidade rebelde-orgulhosa com músicas como “Castle” e “New Americana.”

“Você pode ser acessível sem se apegar à só uma audiência,” ela diz apenas algumas horas depois de voar de Nova York após uma performance com Bieber no Today Show. Usando uma camisa/vestido de botões, da mesma cor do seus cabelos platinados, a cantora adiciona que conquistar um ouvinte nesta era de mídia exagerada – fazendo com que uma pessoa sinta os seus pensamentos sobre doenças mentais ou o vazio do estrelato – é algo que deve ser feito, e não evitado.

“Se alguém me diz, ‘Sua música me deixa desconfortável,’ eu digo, ‘Obrigada.'”

Halsey vivenciou esse tipo de reação no começo da sua vida. Crescendo no subúrbio de Nova Jersey, ela passava muito tempo em atividades depois da escola enquanto os seus pais estavam trabalhando, ela conta. A leitura veio rapidamente, e na sexta série ela já tinha lido clássicos muito além do currículo exigido pela escola: “The Great Gatsby,” “Death of a Salesman,” “Lolita.”

“Eu fui exposta a todas essas coisas – sexo, traição, as condições da vida – mas não tinha contexto para entender isso,” ela relembra. Ela então começou a devorar livros de psicologia que ela conseguia de segunda mão.

“Eu era obcecada em aprender sobre comportamentos sociais,” ela diz. “Eu lembro de explicar para a minha mãe que as crianças do meu time de futebol estavam brigando por causa de díades e tríades.”

Logo ela estava escrevendo prosa e poesia mas decidiu começar a escrever músicas quando ela decidiu que ela não estava recebendo atenção suficiente. Como muitos músicos da sua idade que surgem digitalmente, ela rapidamente conquistou seguidores nas redes sociais, mesmo quando ela estava dormindo no sofá de amigos no Brooklyn. “Ghost”, o seu primeiro single como Halsey, circulou amplamente online até chamar a atenção de gravadoras, incluindo a subsidiária da Capitol Music, Astralwerks, que assinou a cantora no ano passado.

Trabalhando com uma equipe de novos produtores, Halsey foi meticulosa na criação de “Badlands”, tomando cuidado ao descobrir a sua identidade sonora e representando o seu ponto de vista como a filha bissexual de uma mãe branca e um pai negro. O esforço valeu a pena: “Badlands” é vívido e cheio de hinos que transformam detalhes pessoais em coisas que diversas pessoas podem se identificar.

A habilidade de Halsey de falar para (e por) as pessoas marginalizadas – as suas músicas também contam sobre lidar com um transtorno bipolar – fez com que algumas mídias a restringissem, ela diz.

“Eles me chamam de “tri-bi” – bissexual, biracial, bipolar – como se eu me chamasse disso,” ela diz, zombando. “Eu não banalizaria a minha existência em uma hashtag.”

Ela também reclama que apenas uma organização de notícias postou sobre o seu show esgotado no Madison Square Garden em Nova York – quando dezenas delas postaram as imagens do seu recente ensaio para a Playboy.

Essa é a natureza do estrelato pop, claro, especialmente para mulheres. E Halsey, sabe o quão restrito os negócios podem ser.

“Há uma razão pela qual nós temos uma Taylor Swift, uma Ariana Grande, uma Beyoncé,” ela diz. “Todo mundo precisa preenches esses papéis, e eles não podem se sobrepor.”

Ainda assim, a cantora está confiante que os ouvintes – que a vêem como uma porta-voz e aqueles que estão a descobrindo agora – estão mais flexíveis no seu entendimento.

Vendo um vídeo da sua performance no Today Show com Bieber, no qual os dois ficaram íntimos enquanto cantavam “The Feeling”, Halsey ficou contente que o público aceitou a “garota com o cabelo curto, usando roupas de menino, com o Justin Bieber fazendo carinho no meu rosto às 7 da manhã.”

Ela ri: “Elas não queriam ver ele com alguma garota usando um vestido curto. Eu vou me aproveitar disso e dizer o que eu tenho que dizer? Absolutamente.”

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Atualizamos o nosso canal no Youtube com novos vídeos legendados de entrevistas da Halsey e os bastidores do seu ensaio fotográfico para a Playboy!

Confira:

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A cantora de 21 anos teve um ano exemplar. De ícone da internet para prodígio do pop, Halsey vai além do status de estrela em ascensão. Confira momentos marcantes do seu ano:

1. A artista do SXSW mais comentada no Twitter
O EP de estréia de Halsey, “Room 93”, foi lançado em Outubro de 2014, e algumas das suas maiores músicas se solidificaram nos corações de usuários do Tumblr de todos os lugares. O próximo passo era sair em turnê, e ter certeza que as pessoas certas a ouviriam. South By Southwest geralmente é um enorme evento para a maioria dos novos artistas, mas foi o maior para Halsey: Ela foi a artista do festival mais comentada no Twitter, passando à frente de Miley Cyrus, Cody Simpson, Run the Jewels e mais. O buzz fez sentido: As suas completas performances não podiam ser perdidas, e as suas entrevistas mostraram uma sincera, inteligente e jovem ícone do pop.

2. “Ghost” ganha força
A música que fez Halsey pegar tração foi “Ghost”. Há duas versões da música, uma do seu EP e uma do seu álbum de estreia, Badlands, que foi lançado em Agosto de 2015. A nova versão de “Ghost” mostrou uma Halsey sem medo e sem remorso da sua própria sexualidade. A segunda versão do videoclipe foi a que mostrou a sua bissexualidade e a sua vontade de quebrar barreiras impostas por uma indústria conservadora.

3. Lollapalooza e dominação dos festivais de verão
Halsey não só arrasou no Lollapalooza deste ano, ela também arrebentou no Made in America, Firefly, Hot 100 Fest e alguns outros. Ela rapidamente foi de queridinha da internet para a força do palco principal.

4. Turnê com a Imagine Dragons
No verão antes do lançamento do seu álbum de estreia, Halsey abriu para a Imagine Dragons na sua turnê em arenas. A oportunidade não só apresentou o seu som único para um novo público, mas também assegurou que os seus fãs mais devotos viriam para ver esses enormes shows. A sua presença como uma estrela em ascensão começou a se tornar mais aparente.

5. “Badlands” teve uma grande estreia
O álbum! Badlands foi um sucesso comercial surpresa, estreando em 2˚ lugar na Billboard 200. Nada mal para uma jovem de então 20 anos compondo músicas no apartamento do seu ex-namorado no Brooklyn apenas um ano e algumas mudanças antes.

6. “Jimmy Kimmel” e o circuito dos talk shows noturnos
Neste ponto, Halsey tinha um álbum de enorme sucesso e uma poderosa e leal base de fãs. O próximo passo? O circuito da TV noturna! Ela foi ótima na série de shows de verão do Jimmy Kimmel Live, e levou os seus talentos para outros programas de TV.

7. Ela inspirou uma caridade
Alguns dos maiores sucessos de Halsey existem fora da sua própria música. Uma vez ela tuitou, “Alguém devia começar uma organização que arrecada dinheiro para ingressos de shows para crianças depressivas que devem as suas vidas para a sua banda favorita.” A ideia era muito simples, mas realmente inspirou duas adolescentes a criarem uma campanha para fazer isso. Isso, senhoras e senhores, é o poder de Halsey.

8. Ela esgotou o Madison Square Garden
Após abrir shows do The Kooks em 2014 e da Imagine Dragons em 2015, chegou a hora de Halsey ter o seu próprio grande show. Ela anunciou uma turnê para 2016, a qual terá o seu grande finale no icônico Madison Square Garden.

9. Colaboração com Justin Bieber em “The Feeling”
E então chegou a notícia que Halsey faria uma colaboração com Justin Bieber. Nós ouvimos uma prévia de “The Feeling”, e mais tarde a música completa: É de longe uma das melhores músicas no álbum de Bieber, Purpose, e também a que ele performou ao lado de Halsey no Today Show.

10. Turnê com o The Weeknd
Halsey está atualmente em turnê com o The Weeknd, um homem que nós podemos dizer com confiança que dominou 2015 com os seus enormes hits. O que isso significa para nossa garota? Esperamos que um 2016 ainda maior!

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